Empreendedorismo

Os 5 principais motivos que levam uma agência à falência

27/09/2017
Motivos de falência de agência web

Quando se trabalha e estuda Marketing Digital, é muito fácil perceber que ele não versa somente sobre internet e redes sociais.

(Apesar de que, para minha avó e algumas tias, o que eu faço ainda é um verdadeiro mistério inexplicável. “Tu crias site?”)

Entender de mercado, estudar negócios, movimentações e previsões para os próximos anos, pensar estratégias, mudança de cultura e mentalidade e questionar sempre já se tornou inerente a essa área, principalmente com a transformação digital. Pelo menos dentro da WCK.

Estando dentro desse meio, sendo questionadores e tendo batalhado para superar alguns desses desafios (alguns mais que outros), listei hoje 5 motivos que eu considero serem os principais motivos pelos quais as Agências de Marketing fecham.

Falta de planejamento e direcionamento claro

A falta de planejamento está entre os principais motivos que levam as empresas a fecharem as portas nos primeiros cinco anos de atividade. E mais: 47% das pequenas e médias empresas brasileiras existentes não possuem qualquer tipo planejamento.  

O planejamento é o que vai dar norte para as suas ações, é o momento em que você decidirá quem é a sua empresa e o que ela quer no mercado. Produzir e avançar sem rumo, ou foco definido, pode levar a sua empresa para qualquer lugar, até a lugar nenhum na maioria das vezes.

E como disse o nosso CEO, Eduardo, uma agência só pode crescer se estiver muito claro onde ela quer chegar no curto, médio e longo prazo.

Falta de um diferencial competitivo claro

Você tem uma Agência planejada com muito carinho e fruto de muito trabalho. Lindo, mas qual o diferencial que você traz para o mercado? Qual é a sua proposta de valor? Você não pode criar uma proposta de valor única se você realmente não oferece um valor único.

Veja bem, não quero desmotivá-lo, pelo contrário. Minha ideia é justamente levá-lo a refletir a como entregar mais valor para o seu cliente, deixando de ser fornecedor para ser um verdadeiro parceiro.

Tenha em mente: quando o cliente não enxerga a parceria que tem com você como um investimento, em momentos de crise, você será visto como custo e terá grandes chances de ser cortado.

Falta de coesão entre pessoas, processos e tecnologias

Pessoas, processos e tecnologia são a base de uma gestão eficiente, e só com uma gestão eficiente você conseguirá manter seus números positivos, não é verdade?

Se você só tiver pessoas engajadas e processos mapeados, mas não tiver uma tecnologia que forneça ferramentas para organizar e compartilhar informação, facilitando controles e dando uma visão estratégica, o resultado não acontecerá.

Se tiver pessoas e tecnologia, mas não processos bem desenhados, organizados de forma lógica e integrada, será incapaz de entregar mais valor, ou qualidade, ao cliente.

Uma prova disso vem da pesquisa Panorama das Agências Digitais Brasil 2017: mais da metade dos entrevistados se consideram moderadamente eficazes na prestação dos serviços digitais. Ou seja, ainda precisam lapidar seu processo para que consigam fazer boas entregas de sucesso aos clientes.

E, bom, nem preciso dizer o que acontece quando seus colaboradores não compram os seus objetivos, ou estão dispostos a contribuir para o desenvolvimento da empresa, não é mesmo? (Escrevi para o blog da WCK um artigo bem legal que fala sobre os efeitos do conformismo nas empresas, vale a pena dar uma lida 😉 )

É impossível conseguir algum resultado sem isso? Impossível não é, mas não é uma situação que perdurará muito, ou que deixará sua empresa estável (e de portas abertas!).

Falta de entendimento entre sócios/proprietários

Essa é básica, mas ainda acontece em muitas agências.

A falta de entendimento entre sócios e proprietários impacta na cultura da empresa (enfraquecendo-a), na organização dos processos, nos esforços dedicados para cada projeto, no direcionamento das estratégias e em uma outra série de fatores que atingem diretamente a base estrutural da organização.

Se os sócios não estiverem em sinergia, provavelmente o resto da empresa também não estará.

Falta de previsibilidade

Não é apenas de um bom produto e uma marca forte que vive uma empresa; uma estratégia de vendas recorrentes é um pilar necessário para criar um negócio escalável e com crescimento contínuo.

Ao falar sobre o Ponto de Parada, onde a receita de uma empresa deixa de crescer e se mantém estável, a Moskit relembra que apenas 7% das empresas conseguem se recuperar quando chegam nesse estágio.

Dado comprovado pelo Panorama de Agências, em que 60,8%, do entrevistados lista o aumento da carteira de clientes recorrentes como um desafio a ser enfrentado.

Com previsibilidade, sua Agência ganha em segurança financeira, permitindo executar estratégias para melhorar os resultados, manter o engajamento dos colaboradores e traçar ações e estratégias para alavancar as vendas.

A HubSpot dá três conselhos importantes para os proprietários de Agências:

  • Não se esqueçam do motivo de terem sido contratados;
  • Desafie (quaisquer que sejam) as premissas de seus clientes;
  • Meça seu impacto sobre o negócio dos clientes.

Bônus: Entender o que é ser digital

Para finalizar, vou dar uma opinião pessoal sobre o que eu acredito ser uma das razões que vai fazer com mais e mais Agências fechem suas portas: a falta de entendimento sobre o que é realmente ser digital (e que não necessariamente tem a ver com Marketing Digital, veja bem).

Ser digital significa estar aberto para reavaliar seu jeito de fazer negócios, descobrindo novas formas de gerar valor para a empresa. É repensar como oferecer uma melhor experiência para o consumidor em relação aos produtos e serviços oferecidos. E mais do que ter acesso a dados e informações, ser digital é sabe como utilizar esses números para tomar as melhores decisões para o negócio.

As Agências que entenderem isso serão aquelas que liderarão o mercado. Não só por seus números, mas pela sua relevância.

* Post escrito por Taynar Costa, Coordenadora de Conteúdo da Agência WCK, parceira estratégica de Marketing e Vendas para pequenas, médias e grandes empresas.

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