Empreendedorismo

As fantásticas fábricas de Startups: onde fica o Vale do Silício Brasileiro?

31/03/2017
Vale do Silício Brasileiro

As origens empreendedoras do Vale do Silício são muito mais antigas do que a maioria imagina. Tudo começou em 1909, quando a Marinha americana instalou um centro de pesquisas tecnológicas em São Francisco.

A verdade é que este vale é um complexo de cidades que incluem Palo Alto, San Jose, Sunnyvale, Los Gatos e várias outras.

Nesta postagem, confira um pouco da história do mais famoso polo tecnológico do mundo e muito sobre as cidades que estão se revelando, cada uma delas, um Vale do Silício Brasileiro.

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Saiba mais: Como conquistar o primeiro milhão: dicas de gestão empresarial de quem chegou lá

Vale do Silício Brasileiro: sonho ou realidade?

Antes de listarmos para você 7 polos tecnológicos que têm se destacado em nosso país como os Vales do Silício Brasileiros, nada mais útil que entender um pouco mais sobre o Vale do Silício original.

Mas vale lembrar que cada polo tem suas particularidades e não necessariamente é preciso “copiar” modelos prontos ou estereótipos.

Polos como os de Israel e do Chile também têm muito a ensinar, exatamente porque cada um deles soube usar as características próprias da realidade local para se desenvolver, exatamente como os nossos “Vales do Silício Brasileiros” fazem, sem imitar ninguém.

Para evitar muito blá blá blá, fizemos uma linha do tempo de fatos importantes do vale californiano, confira:

Linha do Tempo do Vale do Silício

  • Década de 1890: Professores da Universidade de Stanford assumiram a missão de tornar a Universidade um centro de excelência educacional.
  • Décadas de 1940 e 1950: Frederick Terman (“O pai do Vale do Silício”), reitor da Universidade, inspirou professores e alunos a empreenderem na região.
  • 1955: Começam as primeiras ondas de inovação tecnológica, fomentadas por empresas como Bell Telephone Laboratories, Shockley Semiconductor, Fairchild Semiconductor, e Xerox PARC.
  • Início da década de 60: É facilitado o licenciamento de ativos de propriedade intelectual por iniciativa do governo americano.
  • 1969: O Stanford Research Institute já operava um dos 4 hubs originais da ARPANET (precursora da internet atual).
  • 1971: A expressão “Vale do Silício” é usada pela primeira vez pelo jornalista Don Hoefler, em uma série de artigos para a Electronic News.
  • 1979: Redução dos impostos sobre ganhos de capital de 48% para 28%. Empresas como Apple, Yahoo! e Netscape aproveitam amplamente destes incentivos.

Para encurtar o resto da história, tudo isso levou ao surgimento de empresas de hardware e software (ou de ambos), incrementadas depois por todo potencial da internet e das mídias sociais, evoluindo para a indústria de aplicativos, economia colaborativa, empresas SaaS, crowdsourcing e muito mais.

Foi no Vale de Silício que se desenvolveram importantes avanços tecnológicos, como o circuito integrado baseado em silício, o microcomputador e o microprocessador.

Assim, nomes tão diversos quanto Dell, Microsoft, Yahoo!, Amazon, Apple, ebay, Netflix, Facebook, Google, IBM e tantos (e tantos!) outros possivelmente nunca teriam surgido sem o Vale do Silício.

Se você quiser ter mais informações sobre a história do Vale do Silício, acesse esta linha do tempo interativa e, depois, corra para o Netflix assistir filmes como Jobs, A Rede Social e Pirates of Silicon Valley e, é claro, não deixe de rever alguns episódios da série Silicon Valley, da HBO.

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O que pode caracterizar um Vale do Silício Brasileiro?

A verdade é que 3 fatores podem ser considerados os principais responsáveis pelo Vale do Silício ser o que é:

  • A proximidade de um núcleo acadêmico de excelência, a Universidade de Stanford.
  • Uma área industrial e comercial fomentada, inicialmente, com auxílio de incentivos fiscais.
  • Os investimentos em novas empresas (startups) por parte de fundos de venture capital e investidores anjos.

E aqui no Brasil, que regiões apresentam condições semelhantes, pelo menos em alguns destes aspectos, para poderem ser chamadas de Vale do Silício Brasileiro?

É sobre estes vales de prosperidade que nós vamos conversar agora!

Veja também: Os 4 fantásticos do CRM do Brasil

7 candidatas ao Vale do Silício Brasileiro

Os polos tecnológicos citados abaixo como Vales do Silício Brasileiro estão listados em ordem aleatória, ok?

Florianópolis – Santa Catarina

Talvez por ter uma ponte parecida com a de São Francisco (A Hercílio Luz e a Golden Gate), Florianópolis tenha se inspirado e encontrado esta vocação tecnológica que a faz ser citada como um dos Vales do Silício Brasileiros.

Considerada uma das melhores cidades para se empreender no Brasil (só atrás de São Paulo, segundo o Índice Endeavor de cidades empreendedoras), Floripa, a “Ilha da Magia” é uma das candidatas.

Segundo dados do site Floripa Hub, a atividade tecnológica na cidade já supera o turismo, alcançando só em recolhimento de ISS para a cidade a quantia de R$ 72 milhões em 2014.

Confira alguns dados:

  • Iniciativas na área: Centro de Inovação ACATE, Sapiens Parque, incubadoras MIDI Tecnológico e Celta.
  • Empregos diretos: 6.000
  • Empresas: 600

Santa Rita do Sapucaí – Minas Gerais

Quando se fala em empreendedorismo digital nas Minas Gerais, logo vem à cabeça das pessoas o São Pedro Valley, mas os amantes do pão de queijo se dão ao luxo de terem dois polos tecnológicos em suas terras.

Tudo começou em 1959, com a criação do primeiro instituto de ensino técnico de eletrônica da América Latina nessa cidade.

Segundo informações da SAP, Santa Rita do Sapucaí detém os seguintes dados:

  • Mais de 150 empresas
  • 14 mil funcionários
  • R$ 3 bilhões em produtos de tecnologia 2014

San Pedro Valley, Belo Horizonte – Minas Gerais

Antes que a galera de BH reclame, lá vai:

O ecossistema de startups de Belo Horizonte já é o segundo do país e tem chamado atenção internacional.

O apelido é uma clara relação entre o nome do Bairro de São Pedro, onde se localiza, e a cidade de San Francisco.

Números:

Porto Digital, Recife – Pernambuco

Com forte atuação nas áreas de games, multimídia, animação, música e design, segundo dados do Uol Economia, 88% das empresas do Porto Digital são de pequeno e médio porte.

Alguns números:

  • 7.100 funcionários
  • 250 empresas
  • Faturamento de R$ 1 bilhão (2012)
  • Meta: 20.000 empregos até 2014

Tecnopuc, Porto Alegre – Rio Grande do Sul

Administrado pela PUC-RS, este parque tecnológico conta com 70% de empresas de pequeno e médio porte, além de gigantes como Dell, HP e Microsoft.

A atuação é diversificada, indo de biotecnologia e indústria criativa a TI, comunicações e eletroeletrônica.

Dados interessantes:

  • 6.000 empregos
  • 120 empresas

Parque Tecnológico do Rio – Rio de Janeiro

Localizado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, não podemos deixar de destacar a influência de empresas ligadas à áreas de petróleo, mas existe muita diversidade, incluindo iniciativas empreendedores envolvendo meio ambiente e TI.

A UFRJ oferece no parque tecnológico uma incubadora e laboratórios ligados a grandes empresas.

Informações relevantes:

  • 46 empresas
  • 26 delas são startups
  • 1.500 empregos

Parque Tecnológico de São José dos Campos – São Paulo

Não dá para falar no PqTec de São José sem se lembrar do ITA e da Embraer.

Mas é preciso ressaltar também a importância da Fatec e da Unifesp, outras grandes universidades da região, assim como de diversas outras áreas de atuação empresarial, além da aeronáutica, como defesa, meio ambiente, aeroespacial, energia, saúde e, é claro, TI.

Além dessas gigantes (como Boing, Airbus e Ericsson), 25 pequenas empresas têm se destacado, gerando 950 empregos na região e um faturamento de R$ 40 milhões.

Fontes: Uol EconomiaTecMundoO Globo.

E a sua Startup, em qual destes polos se localiza?

Independentemente de estar em alguma das candidatas a Vale do Silício Brasileiro ou não, o importante é que você seja resiliente, mas sem tirar os pés do chão. Continue a perseguir seus sonhos.

Precisando da mãozinha de um investidor?

Confira esta postagem de nosso blog e corra atrás: Os 5 critérios fundamentais para conseguir impressionar investidores de startup com sua estratégia de negócios

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  • Marcio Mariano Galvão

    A conversa para quando chega no assunto faculdade, as daqui estão longe de terem a qualidade do ensino dos EUA, vou citar um exemplo básico disto.
    Eu tenho uma Escola que ensina Linux, segurança da Informação e programação, pra mim todas estas áreas que são cruciais em Ti deveriam ser mais aprofundadas durante a faculdade, mas não!
    Maioria de nossos alunos são todos formados na área e porque não aprenderam o básico na faculdade!?!?!?
    A evolução precisa começar na qualidade do Ensino. Desde os primórdios da educação, por exemplo nossas leis que agora obrigaram a perdermos tempo com ensino religioso rsrsrs. Pensa só no tamanho deste problema, ensinar na escola algo que deveria ser critério dos pais, nem vou falar de ideologia de gênero em escolas… não é a toa que no Brasil somos conhecidos pelo nosso nível de putaria e daqui uns tempos quem não for viado ou puta será evangélico rsrsrs…
    Brincadeira a parte, o assunto é sério, temos um enorme potencial que vai por água abaixo em nossas escolas e faculdades!

  • ederson santos

    eu nao conhecia esses aplicativos, vou passar a usar https://metododinheiroautomatico.wordpress.com

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