Gestão Empresarial

Cronoanálise industrial: uma grande aliada em tempos de intensa competitividade empresarial

28/09/2018
cronoanálise industrial

Assim como o corpo humano só funciona direito quando todos os órgãos ❤ desempenham suas funções naturais, o mesmo acontece no ambiente corporativo 🖊.

A gestão de processos é uma excelente forma de garantir o desempenho e a produtividade de todos os setores da empresa. Em essência, é a organização de todas as atividades realizadas dentro de um negócio.

Fato é que gerir um negócio é uma tarefa bem complexa e nessa missão necessita-se de uma série de estratégias para a otimização de processos, a fim de se obter lucros e resultados positivos.

Para isso existe uma série de técnicas e estratégias desenvolvidas para alavancar um negócio, como é o caso da cronoanálise industrial, uma das melhores estratégias a ser aplicada por quem visa uma gestão de processos mais eficiente.

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Cronoanálise Industrial na gestão de negócios

A cronoanálise industrial é quase uma fórmula mágica para parar de desperdiçar tempo em um negócio e concentrar os esforços de trabalho da melhor forma, tudo isso por meio da análise de rendimento.

Resumidamente, a cronoanálise industrial é a cronometragem ⏳ do tempo padrão de uma operação de cada etapa de uma linha de produção.

Essa cronometragem serve para estimar o tempo necessário para a realização das tarefas de cada de funcionário, bem como para identificar o que pode ser otimizado nesse processo. E mais ainda, com base nisso é possível estipular metas e incentivar a produtividade de uma equipe.

A cronometragem também serve para gerar uma dimensão real da capacidade de produção de uma empresa. Afinal,⏰ = 💰!

Para aplicar a cronoanálise industrial é preciso se atentar para algumas etapas antes da propriamente dita cronometragem.

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Como começar a fazer cronoanálise industrial em empresas

O primeiro passo para começar a fazer a cronoanálise industrial em uma empresa é definir a operação a ser medida, ou seja, qual setor e atividade serão analisados.

Depois de definir qual será a operação medida, selecione qual operador participará dela.

Essa escolha é fundamental pois esse funcionário e seu tempo de execução servirão de parâmetro para aquela atividade. Portanto, não escolha alguém que desempenhe suas funções rápido demais, porque isso, provavelmente, não é o ritmo de trabalho dos outros.

Mas agora chega de papo!!! Hora de cronometrar! Então, pegue seu relógio ou cronômetro e sente-se ao lado do colaborador escolhido, então o observe pelo menos por 10 ciclos de trabalho, ou seja, 10 repetições da mesma atividade. Dessa maneira você terá amostras variadas para o cálculo a seguir.

Apesar de parecer um pouco complexo, o cálculo é simples e consiste em 5 etapas.

1. Gere uma média do tempo gasto em cada fase da tarefa que está sendo analisada;

2. Some essas médias por etapas e você terá a média final da atividade.

3. Calcule o Tempo Normal da atividade. Para fazer isso será preciso pegar o tempo médio (em segundos) da atividade, multiplicar pelo rendimento e dividir por cem.

TN = Tempo Médio x Rendimento / 100

Por exemplo, se o seu colaborador é um empacotador cujo tempo médio foi 3 minutos a um rendimento de 95%, a conta seria:

TN = 180 (segundos) x 95 / 100

Portanto, o tempo normal que ele gasta para realizar a tarefa analisada é de 2 minutos e 51 segundos (ou 171 segundos).

4. Descubra o Tempo Padrão da atividade. Para isso, basta tirar a tolerância do total do tempo normal gasto pelo funcionário.

Digamos que a tolerância estabelecida seja de 10%, dessa forma, ao multiplicar 171 por 10 e dividir por 100 chegaremos a 17,1 segundos. O que significa que o empacotador perde 17,1 segundos durante a realização da atividade em questão.

Por fim, o Tempo Padrão resultará da subtração da tolerância do tempo normal:

TP = Tempo NormalTolerância
TP = 17117,1 = 153,9 segundos.

Portanto, o Tempo Padrão da atividade equivale a 2 minutos e 56 segundos.

Com o resultado em mãos avalie para traçar metas e objetivos. É importante ressaltar que durante a cronoanálise é preciso estabelecer uma taxa de tolerância, que leve em consideração as possíveis pausas que o funcionário fará durante o trabalho, como idas ao banheiro por exemplo.

Tempo é dinheiro

Otimizar o uso do tempo é um dos pilares da boa gestão de processos organizacionais, e, como vimos, a cronoanálise é a estratégia ideal para isso.

Com base nos resultados obtidos é possível melhorar a distribuição e organização das atividades rotineiras, identificando erros e falhas que estão fazendo o desempenho da equipe cair, e corrigi-los o mais breve possível.

E num contexto empresarial cada vez mais concorrido, é preciso estar com tudo funcionando da melhor forma para garantir que seu negócio gere resultados positivos.

Portanto, oferecer produtos, serviços e atendimento de qualidade será muito mais fácil se sua empresa estiver organizada e bem gerida. Sendo a competitividade empresarial consequência de todos estes esforços concentrados em seu negócio. E como tempo é dinheiro, é hora de parar de desperdiçá-lo e garantir a saúde de sua empresa e aplicar a cronoanálise na gestão de processos do seu negócio.

Este artigo foi escrito por Claudia Ferreira, jornalista e assessora de imprensa do Ideal Marketing.

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