Negócios & Gestão

Gestão financeira para e-commerce: 8 dicas para garantir que a sua loja virtual permaneça rentável e lucrativa

19/05/2021

Você sabe como administrar sua loja no que diz respeito à Gestão financeira do e-commerce?

Pode parecer uma pergunta atrevida, mas imagino que seu dia deve ser bastante atarefado, e cheio de preocupações: estamos vendendo bastante? Temos estoque suficiente? Os fornecedores estão sendo pagos em dia? Será que os clientes estão satisfeitos? 

Ufa! São tantas decisões a tomar que às vezes pode passar batido verificar como anda a saúde financeira do negócio.

Realmente, acompanhar as finanças é uma atividade bem minuciosa e que demanda um tempo de análise financeira da empresa para monitorar as origens e as saídas das suas rendas.

Mas essa atividade não pode ser postergada nunca! Imagina uma situação em que você deve fazer, urgentemente, uma grande compra porque seu estoque vai logo acabar. Ou, então, uma outra situação em que você se depara com defasagem no caixa por conta de uma grande taxa de inadimplência dos seus clientes. É preciso ter sempre controle sobre a situação para evitar maiores emergências.

Esse é mais um desafio diário do empreendedor, mas que poderia ter sido fiscalizado, previsto ou evitado! Fato é que empresas que não conseguem gerenciar o seu próprio dinheiro tendem a performar bem abaixo de seu verdadeiro potencial e, muitas vezes, acabam tendo de encerrar atividades precocemente.

E é justamente para evitar esses imprevistos que todo e-commerce precisa de uma sólida estrutura de gestão de finanças: para direcionar os recursos financeiros corretamente, promover o controle de recebíveis e investir de maneira inteligente a fim de que o seu comércio eletrônico se desenvolva.

Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para mostrar 8 dicas de gestão financeira para e-commerce:

  1. Elabore um planejamento financeiro
  2. Indicadores de desempenho financeiro
  3. Mantenha suas despesas sob controle
  4. Faça projeções de ganhos e gastos
  5. Verifique a sua política de preços
  6. Monitore o seu estoque constantemente
  7. Escolha bem os métodos de pagamento
  8. Invista em um software de gestão financeira em e-commerce

Convidamos você a continuar a leitura para descobrir nas próximas linhas como administrar uma loja online de modo a mantê-la financeiramente sustentável e lucrativa.

Leia também: E-commerce: Tudo o que você precisa para ter sucesso nesse mercado

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8 dicas de gestão financeira para e-commerce

Para garantir a rentabilidade do seu e-commerce, você precisa colocar em prática algumas dicas essenciais de gestão financeira. Confira agora quais são elas. 

1. Elabore um planejamento financeiro

Segundo estudos concluídos pelo Estudo do Movimento Neotrust Compre&Confie em parceria com a ABComm, até o final do mês de maio de 2020 mais de 107 mil novos empreendimentos de e-commerce foram abertos.

Com o mercado tão aquecido, pode parecer tarefa fácil gerenciar um comércio eletrônico. Afinal, basta você ter um produto ou serviço e uma plataforma online para vendas. Hoje, existem de graça o market place do Instagram e do Facebook, Mercado Livre, Magalu e o recente Shopee. Certo?

Errado!

Mesmo que algumas despesas como aluguel e outros custos inerentes ao espaço físico deixem de ser uma preocupação, diversos aspectos específicos da gestão de um e-commerce não podem ser ignorados – além de todas as demandas que também pertencem ao modelo de comércio tradicional, como por exemplo o atendimento ao consumidor, a gestão da logística e estoque e as responsabilidades tributárias.

Na prática, os e-commerces têm um plus: sua loja está na internet, operando 24h e todos podem ter acesso. Então, as transações são muito rápidas e os pedidos podem vir de qualquer região! ✈️

Todas essas constantes devem ser acompanhadas de um boa organização financeira. Não há como administrar uma loja online de maneira eficiente sem contar com um planejamento financeiro bem estruturado.

A criação deste documento funciona como uma espécie de guia que deve nortear todas as decisões com impacto direto e indireto nas finanças do seu e-commerce. Por se tratar de um mercado mais volátil, o planejamento financeiro ajuda a resguardar a empresa das oscilações econômicas.

É importante que durante o planejamento você defina algumas metas realistas que deseja alcançar. Algumas metas que você pode definir são o número de visitas, o ticket médio dos clientes, faturamento e receitas mensais da sua loja online etc.

É esta planificação que irá direcionar não só as atividades do dia a dia da loja, mas que também vai apresentar um cenário mais completo dos objetivos e metas a serem alcançados pelo e-commerce.

Quanto mais atual e completo for o planejamento, maiores as chances do seu negócio atravessar quaisquer dificuldades de forma consciente e fortalecida.

Leia mais: O que é gestão financeira empresarial: mais valor em seu negócio

Mas então, o que exatamente deve ser observado no planejamento financeiro do e-commerce?

É aí que entram os indicadores (ou KPIs) financeiros. Eles têm justamente a finalidade de ilustrar se a empresa será capaz de alcançar as metas traçadas em relação às finanças.

Veremos a seguir os principais indicadores que devem ser acompanhados para uma melhor gestão financeira do e-commerce.

2. Indicadores de desempenho financeiro 

O uso de indicadores de desempenho financeiro é imprescindível para a gestão da sua loja virtual. Por meio dessas métricas, é possível mensurar a eficácia das suas estratégias, realizar análises e identificar oportunidades de melhoria. São eles que permitem a comparação entre o faturamento real com o que foi planejado anteriormente.

Agora, tendo esses números definidos, você poderá acompanhá-los por meio de indicadores. Tente escolher métricas que façam sentido para o seu e-commerce. Se o seu e-commerce é recente, não vale muito o estresse de esperar por grandes números de visitas, não é?

Então, dentre os principais indicadores para a gestão de uma loja virtual, destacam-se:

  • Taxa de conversão;
  • Chargeback;
  • Ticket Médio;
  • Customer Lifetime Value;
  • Custo de Aquisição de Clientes;
  • Retorno Sobre o Investimento.

Taxa de conversão

Essa taxa nada mais é que um número percentual que representa quantos visitantes que chegaram a sua loja, em um determinado período, efetuaram uma compra.

Por exemplo: se em um mês seu e-commerce recebeu 100 visitas e 30 dessas concluíram uma compra, sua taxa de conversão foi de 30%.

Suponhamos que esse percentual seja uma constante por vários meses, ou seja, que essa taxa se manteve estável. Caso você queira chegar a 35 vendas ao mês, na teoria você precisaria de pelo menos 117 visitas no mês.

Para que isso aconteça, você pode investir em algumas campanhas que tragam mais visitantes até seu e-commerce como parcerias com influencers, tráfego pago, divulgação da loja em diferentes canais, ações que promovam a indicação boca a boca etc…

Chargeback

Essa taxa indica a quantidade de vendas que foram canceladas após a compra do produto por cartão. Segundo a lei do consumidor, o cliente tem até 7 dias para se arrepender de uma compra e pedir o estorno. 

Porém, existem vários motivos para que um chargeback aconteça.

É possível que o cliente invoque esse direito por motivos que estão fora do seu controle como, por exemplo, clonagem de cartão, processamento errado do banco, extravio de mercadorias, etc.

Mas também e possível que um chargeback aconteça quando a transação não cumpre as normas estabelecidas no contrato, termos de adesão ou política da empresa administradora do cartão.

Na prática, depois que uma venda é realizada, a administradora do cartão considera a operação inválida. Sendo assim, o valor é estornado para o consumidor.

Para evitar situações como essas, é preciso ter atenção redobrada para identificar se seus mecanismos de segurança são eficientes, se a empresa intermediadora é de confiança e, principalmente, se os dados dos clientes que estão de posse do e-commerce são compatíveis com aquela pessoa.

Ticket Médio

Esse indicador aponta qual foi o valor médio de consumo de cada cliente no seu e-commerce. A maneira mais simples de calcular o ticket médio é fazer a divisão simples entre o montante vendido em um período e a quantidade de pessoas que realizou compras na sua loja. Por exemplo: se em um mês a receita foi de R$ 1000,00, resultado de 5 vendas, o ticket médio daquele mês foi de R$ 200,00.

Mas a verdade é que esse valor também pode ser visto individualmente para cada cliente, por períodos diferenciados, por região geográfica, etc.

De toda forma, para que você possa tirar proveito real deste número, é necessário que uma referência seja estabelecida. O ticket médio sozinho não te diz muita coisa.

Por isso o planejamento financeiro que mencionamos anteriormente é tão importante. Para que o indicador possa te trazer insights é importante, primeiro, estipular um valor que você considera prudente para ser o ticket médio do seu e-commerce.

Vamos supor que o valor estipulado por você era R$ 150,00 de ticket médio. Logo, no exemplo acima (no qual o ticket médio do mês foi de R$200,00) você bateu a sua meta e suas estratégias de vendas estão indo bem!

Mas, caso seu ticket médio deste mês tenha chegado a R$ 120,00 – então você não bateu a meta 😓.

Tendo um parâmetro em mãos você terá um norte para tomar atitudes que direcionem suas vendas ao ticket pré-estabelecido por você. Uma opção legal é oferecer um conjunto de kits de venda. 

Por exemplo, você pode listar lado a lado 3 kits complementares a um produto para o seu cliente: kit prata, kit bronze e kit ouro – de tal forma que conjunto do meio seja o mais valoroso para o cliente. 

A ideia é que a venda chegue ao valor do seu ticket médio caso o cliente adquira o kit bronze – o que está no meio. Então, se espera que as compras se concentrem nesse combo.

[Mas se optarem pelo kit ouro, melhor ainda, né? 😎]

Customer Lifetime Value (CLV ou LTV)

O LTV ou lifetime value (valor do ciclo de vida) é uma métrica de negócios que estima o lucro líquido da vida de cada cliente. O seu objetivo é avaliar o quanto um cliente vale para sua empresa por todo o tempo que ele se relaciona com o e-commerce.

Pode parecer complicado, mas essa taxa é bem simples de ser calculada e pode se adaptar a diferentes negócios.

Às contas: um consumidor fechou uma compra de R$ 100,00 e essa foi a única compra em um mês do ano todo. Então seu CLV é R$ 100,00.

Se este mesmo cliente tem por hábito retornar trimestralmente ao seu e-commerce para realizar novas compras com um mesmo ticket, então em um ano seu CLV é de 4 x 100 = R$ 400,00.

Mas, se por exemplo o modelo de negócio da sua loja é de assinatura e, valor da mensalidade paga pelo consumidor em um plano anual é de R$ 50,00 – então o CLV referente ao consumidor é de: 50 (valor da compra) x 12 (meses) x 1 (ano em vigência)= R$ 1.200,00.

Apesar do terceiro CLV ser maior do que os primeiros, esse indicador isolado não tem valor – porque os estabelecimentos são diferentes. 

Para um e-commerce que vende, por exemplo, produtos de maquiagem, um bom negócio seria que a vendas fossem realizados o mais rápido possível quando um produto for lançado. 

Isso porque, em geral, e-commerces desse ramo podem depender de que o estoque de uma campanha se esvazie (e conquiste um lucro esperado), para então lançar um novo produto e gerar novas vendas.

Já no caso do comércio de assinaturas, estratégias que valorizem um serviço e que engajam o cliente o máximo de tempo possível é a grande jogada. É o caso da Netflix. Se o serviço de streaming parar de lançar bons conteúdos, é capaz que percam renovações de assinaturas.

Custo de Aquisição de Clientes

O CAC é a soma de todos custos e despesas da empresa que são usados para adquirir clientes em um determinado período, dividida pelo número de clientes conquistados.

Em outras palavras,  é através do CAC que você identifica exatamente quanto custou para o cliente ser conquistado a partir de todos os investimentos aplicados para a conversão. 

Vamos supor que você invista R$ 30.000 em um mês e 150 clientes sejam convertidos. Neste caso, o CAC foi R$ 200.00 naquele mês.

Essa métrica, no entanto, pode ser bem subjetiva, cabendo ao comerciante encontrar quais são as condicionantes relevantes a serem incluídas na análise.

Isso porque, nessa conta podem entrar diversas variantes como todos os custos necessários para a manutenção de uma equipe responsável por aquela aquisição e suas estratégias de captação.

Salários, custos de infraestrutura, softwares como ERPs e gateway de pagamentos, etc. podem entrar no denominador de investimentos.

Retorno Sobre o Investimento

Mais um indicador importantíssimo para a gestão financeira do seu e-commerce é a taxa de Retorno Sobre o Investimento, o ROI. Trata-se de um indicador utilizado para medir o resultado econômico gerado a partir dos investimentos realizados.

Ele é o percentual que representa o nível de lucro ou o prejuízo na relação entre a quantidade de dinheiro investido em uma ação e o dinheiro ganho como resultado deste investimento.

Com essa taxa, você ganha mais maturidade para planejar ações futuras para o seu negócio – afinal, objetivo do ROI é avaliar qual campanha tem rendido mais lucros para o seu e-commerce. 

Para chegar a esse número você precisa subtrair do lucro obtido de uma ação o seu investimento e dividir por ele:

 

ROI= [lucro obtido – valor do investimento] /

[valor do investimento]

 

Então, por exemplo, você lançou 3 produtos diferentes:

Produto 1: 

  • Investimento total para todo o lançamento do produto= R$ 50.000,00.
  • Total em vendas= R$ 70.000, 00

ROI: 70000 – 50000 / 50000= 0.4 (40%)

Produto 2: 

  • Investimento total para todo o lançamento do produto= R$ 70.350,00.
  • Total em vendas= R$ 20.000, 00

ROI: 20.000 – 70.350 / 70.350,00= -0.7 (-70%)

Produto 3:

  • Investimento total para todo o lançamento do produto= R$ 20.000,00.
  • Total em vendas= R$ 180.000, 00

ROI: 180000 – 20000 / 20000= 8 (800%)

Você certamente percebeu que o produto que teve o melhor desempenho foi 3, o de maior ROI. Isso quer dizer que a campanha foi um sucesso porque o retorno foi muito acima do valor investido na campanha.

Tudo pronto para começar a metrificar os números do seu e-commerce?

Mas… Atenção para não se iludir!

É importante que você escolha muito bem quais são as métricas que mais se adequam à gestão financeira do seu e-commerce. 

Quando digo isso, é porque pode se tornar um desestímulo se você determinar metas irreais ou indicadores incompatíveis para monitorá-las. Não caia na armadilha de realizar um planejamento que não condiz com o porte, o ramo do mercado, o valor da proposta, os gastos e custos de manutenção do seu e-commerce.

Cuidado, também, para não cair na tentação das métricas de vaidade! Por exemplo: É claro que desejamos que sua loja virtual tenha muitas visitas (E muitas curtidas nas redes sociais).

Mas fica a pegunta: do que valem esses números se sua taxa de conversão não indica um bom desempenho?

3. Mantenha suas despesas sob controle 

Dando continuidade às nossas dicas de gestão de loja virtual, é extremamente importante manter os custos operacionais sob controle. 

Você já sabe: até mesmo antes de dar início às atividades do seu e-commerce que os custos já colocam suas garras pra fora. Você precisa custear pelo menos um cadastro no sistema e-INPI, um registro de domínio, emissor de notas fiscais entre outros investimentos. 

Mas esse é apenas o começo. Quando a loja está ativa, entram na roda diversos custos para manter sua operação em dia, além de despesas com o marketing e publicidade da sua empresa para aumentar o conhecimento da sua marca e engajar cada vez mais futuros clientes. 

Então, é importante estar sempre atento para evitar que os custos sejam superiores à receita que entra no caixa do seu e-commerce, visando sempre aumentar o lucro da empresa.

Para fazer este controle você pode:

  • Usar simples planilhas para organizar suas finanças ou ferramentas mais completas (vamos falar sobre elas ainda neste artigo!);
  • Elencar quais são seus custos fixos e variáveis, analisando aqueles que podem ser realocados ou descartados;
  • Calcular qual é o seu capital de giro necessário no mês para que as atividades da sua empresa possam sempre continuar.

Tendo claro quais são todos os custos atuais da sua loja virtual, você tem mais segurança para antecipar futuros cenários.

Assim, você poderá ter mais tranquilidade para tomar decisões sobre investimentos em novidades ou tecnologias, tornando a sua empresa mais dinâmica e alinhada com as tendências do mercado de e-commerces.

Leia também: Como fazer uma planilha financeira de uma empresa e automatizar algumas entradas de dados

4. Faça projeções de ganhos e gastos 

Outra recomendação para promover uma eficaz gestão financeira do e-commerce consiste em fazer projeções financeiras de ganhos e gastos. 

Para você ter ideia da importância dessas projeções, segundo o relatório de Sobrevivência das Empresas do Brasil, um dos principais motivos da inatividade das empresas foram aquelas “que não faziam o acompanhamento rigoroso de receitas e despesas.”

Com base em resultados históricos e análises do mercado atual e do histórico do seu negócio, é possível prever as entradas e saídas do seu caixa e, assim, ser mais assertivo em suas estratégias de negócio.

Para te guiar, aqui estão algumas dicas de gestão financeira que podem te ajudar:

  • Atualize regularmente o seu controle financeiro para que você possa ter um panorama das suas finanças mais fidedignas com a realidade da sua empresa;
  • Se atente aos lançamento das receitas parceladas para não ocorrer a duplicação de dados;
  • Descreva detalhadamente quais têm sido as movimentações no seu caixa, sem arredondar nenhum número;
  • Engaje seus atuais consumidores, aqueles que já provaram do seu produto, reduzindo custos para a aquisição de novos clientes. 

Planilha Exclusiva para
Controle de Recebíveis

Fizemos uma planilha online que vai te ajudar a:

✓ Melhorar a gestão financeira da sua empresa;
 Acompanhar os 
pagamentos aprovados cada mês;
 Ver a 
curva de crescimento do seu negócio;
 E muito mais!

Média de pedidos recebidos por mês
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  • Entre 50 e 500
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  • Entre 1.500 e 2.000
  • Acima de 2.000

E essa dica é uma das mais importantes: mantenha a regularidade. Observando toda a trajetória das entradas e saídas do seu caixa, é possível que você analise como as suas finanças acompanharam o desenvolvimento do seu e-commerce.

Colocando essas dicas em prática, fica bem mais fácil de entender quais decisões foram tomadas corretamente ou erroneamente e, dessa forma, você terá uma visão muito mais clara e segura para desenhar estratégias para o futuro.

5. Verifique a sua política de preços 

Verificar se os preços praticados pela sua loja virtual estão adequados também é uma boa prática de gestão financeira. 

A precificação precisa levar em conta a realidade do seu mercado de atuação, os custos totais para disponibilizar seus produtos para venda e também a margem de lucro que você deseja receber.

Por isso, no momento da precificação, você precisa ter em mente 4 fatores que implicam diretamente no valor de venda do seu produto ou serviço:

Análise de oportunidade

Para começar, você precisa olhar atentamente para o ramo da atividade em que o seu produto está ou será inserido, refletindo qual a margem segura de preços a serem praticados naquele mercado. Com isso, além de entender como funcionam as dinâmicas daquele comércio, você evitará precificar seu produto acima ou abaixo da média de preço dos produtos análogos ao seu.

Para fazer esta análise mais profunda do ramo, você pode optar por análises com metodologias como a Análise Swot ou os 4P’s do Marketing – investigando, assim, quais são suas oportunidades no mercado e quais setores da sua empresa são imprescindíveis para o posicionamento do seu e-commerce.

Feitas essas pesquisas, algumas perguntas que você pode se fazer são:

Será que é fácil ou difícil conquistar uma parcela de clientes neste mercado?” “O meu produto é inovador ou já existem muitas réplicas?” “Estou disposto(a) a cobrar mais caro mas tendo clientes mais exclusivos?” “Vale a pena ter valor competitivo mas precisar fazer muitas vendas para ter uma grande margem de lucro?

Análise do Público-Alvo 

É indispensável avaliar se o seu produto tem potencial de se tornar um hábito de consumo para o público que você alcança ou pretende alcançar. Assim, você não corre o risco de passar batido por aquele grupo que você imaginou ser seu cliente ideal.

Para testar a aceitação do seu produto, você pode criar um questionário apresentando informações suficientes para que as pessoas entendam o que é o produto, quais são suas funcionalidades e se estariam dispostas a pagar o preço proposto.

Se você estiver lançando um novo produto no mercado, nesse artigo você vai encontrar uma lista de sites que funcionam como fóruns onde você pode apresentar seu novo projeto. O legal é que você pode oferecer seu produto no formato beta e receber feedback de usuários que utilizariam o seu produto.

Custos do produto

É razoavelmente simples ter acesso aos valores de aquisição dos materiais e equipamentos necessários para a montagem ou entrega de um produto, certo?

Por essa facilidade, é comum que comerciantes simplesmente adicionem uma pequena taxa, a margem de lucro, sobre o valor de custo daquela compra.

Mas atenção: esse hábito pode se tornar um inimigo do fluxo de caixa quando a contabilidade indicar que os gastos com a operação são mais altos do que o retorno de investimento.

Outros custos como [1] investimentos em estudos e cursos de especialização, [2] contas de aluguel ou luz, [3] valor da hora de trabalho, [4] taxas de envio, [5] variações do câmbio, entre outros – além da margem de lucro – impactam diretamente no caixa do seu negócio. Portanto, todos estes aspectos precisam ser levados em consideração no momento de precificar seus produtos.

Veja também: Descubra como aumentar a lucratividade de uma empresa: quanto da sua receita é realmente lucro?

Transparência

Você sabia que os consumidores brasileiros são os que mais procuram por desconto?

Segundo pesquisa desenvolvida pela Kantar, 55% dos compradores consideram que produtos com descontos são o principal motivo para a escolha de um estabelecimento no ato da compra.

Aquele descontinho pode ser espinhoso na margem de lucro dos empreendedores. Mas se coloque no lugar dos compradores: eles nem imaginam quais foram todas as etapas que o produto passou até chegar na vitrine. E pagar barato é sempre bom, não é? 😁

Então, por isso, a sinceridade pode trabalhar ao seu favor. Sempre que possível, tente mostrar tudo que está envolvido na composição do preço dos seus produtos: desde estrutura, até fabricação (se for o caso, claro).  

Que tal aquele post caprichado nas suas redes sociais, por exemplo?

Outra dica interessante é criar uma espécie de blog em vídeo. Além de aproximar a sua marca dos consumidores, um vlog do seu dia a dia permite que os clientes vejam quais foram suas compras, seu método de envio, etc.

Enfim, é a sua dedicação que vai capturar seus clientes, porque eles vão passar a entender quanto trabalho você aplicou e porquê aquele produto vale o seu preço.

6. Monitore o seu estoque constantemente

O monitoramento do estoque é uma atividade muito importante para qualquer comércio e pode comprometer seriamente o serviço ao cliente e a gestão financeira do e-commerce quando não for controlado. 

Avaliar o estoque “no olho” é uma prática que pode se tornar uma grande armadilha, especialmente quando há grande quantidade de produtos disponíveis. O volume pode enganar.

Ao contrário do que muitos pensam, o estoque se forma para suprir a razão entre o tempo de preparo e de entrega do produto – e o tempo que o cliente está disposto a esperar. 

Então, é importante que você perceba que se basear na quantidade de produtos estocados pode causar uma falsa impressão de que há produtos o suficiente armazenados.

Nesse artigo você pode conferir como controlar seu estoque de forma automatizada, para nunca mais ter problemas com falta ou excesso de estoque.

Existem diversas abordagens em relação à gestão do estoque de um e-commerce e a melhor estratégia depende da natureza do seu negócio. Mas o fato é: seja qual for o seu nicho, é extremamente relevante adotar uma gestão de estoque da sua loja virtual. 

Para te ajudar, reunimos aqui 5 estratégias diferenciadas de gestão de estoque para você conhecer de perto: 

Estoque de ciclo 

O estoque de ciclo é aquele em que há reposições cíclicas, como o nome diz,  de uma mesma quantidade de produtos, dentro de um período estipulado. 

Se a sua loja online tem uma demanda estável, com números muito similares de pedidos por mês, ou se você tem um máximo de pedidos que prefere atender, pode ser mais interessante considerar um estoque de ciclo. 

Quem opera e-commerces desse estilo, pode realizar essas compras mais “redondas” e, assim, evitar comprar muito e deixar dinheiro parado – ou comprar de menos e perder oportunidades de vendas.

Entender que seu e-commerce se adequa a essas condições torna mais claro qual é a quantidade de pedidos suficientes que precisarão ser feitos aos seus fornecedores, que garanta os materiais necessários para produzir uma quantia X de remessas.

Portanto, tendo nitidez de que para o seu negócio o essencial é um estoque de ciclo, as futuras reposições serão facilmente planejadas e com mais segurança.

Estoque em trânsito

Como o nome diz, esse estoque é aquele que está em deslocamento, ou seja, que ainda está em percurso para ser entregue ao vendedor.

Controlar a quantidade de produto nessas remessas é tão importante quanto controlar as quantidades paradas “dento de casa” e as encomendadas, afinal, são esses dados que trarão para você uma visão geral do estoque como um todo.

Estoque de segurança

Ter um estoque de segurança significa possuir dentro da sua operação um número chave de produtos que ficam separados para servir a alguma emergência.

A ideia é que esses produtos não sejam vendidos da mesma forma que os itens estocados da forma tradicional, mas sim, que fiquem armazenados para serem comercializados somente quando ocorre um acontecimento fora da curva, como um atraso na entrega por parte dos fornecedores ou, uma demanda de compras acima do esperado.

O empreendedor que decide por adotar esse procedimento não é só aquele que está à mercê da demanda dos clientes, mas que também tem fornecedores sem regularidade de envio.

Alguns indicadores que podem ser observados para entender se você precisa de um estoque de segurança são, por exemplo, um cenário em que há ruídos durante negociação com fornecedores, como a demora de resposta; ou uma situação em que a demanda de pedidos está crescente. 

Estoque de antecipação 

O estoque de antecipação, como o próprio nome diz, se trada de um estoque em que a empresa antecipa uma grande demanda, abastecendo seu estoque de produtos.

Diferente de e-commerces que podem ter uma certa oscilação contida de demanda, o estoque de antecipação deve ser considerado para as lojas virtuais que estão sujeitas a picos ou declínios de pedidos devido à sazonalidade.

Tal sazonalidade pode se dar por eventos como datas comemorativas. Alguns exemplos:

  • Natal;
  • Páscoa;
  • Dia das Mães;
  • Dia dos Namorados;
  • Dia das Crianças;
  • Black Friday.

Entre outras.

Se o seu e-commerce vende cosméticos, por exemplo, talvez você venda muito mais no dia dos namorados ou no dia das mães. Por isso, deve antecipar as compras de determinados produtos para que não falte nada no estoque.

Portanto, e-commerces que geralmente são mais procurados em datas específicas devem considerar antever uma grande compra de materiais para que não falte durante esses períodos.

Estoque de especulação

E se do nada o fornecedor decidir não te abastecer? E se os preços dos seus materiais crescerem muito rápido? E se essas matérias primas se desvalorizem completamente podendo descredibilizar a importância do seu produto?

Essa é talvez uma das perspectivas que o empreendedor sempre deve ter em mente. 

Se o fornecimento de matérias primas para o seu e-commerces correm o risco de sofrer uma possível ruptura, deve ser considerado sempre manter um estoque em trânsito ou grandes quantidades já armazenadas.

Pode levar a decisão de optar por um estoque de antecipação, abastecimentos que se encaixam nas condições de baixo:

  • super dependência sobre algum material específico; 
  • difícil encomenda;
  • longa cadeia de muitos fornecedores; 
  • muito tempo de deslocamento até o empreendedor. 

Dica bônus: nem tudo é culpa do fornecedor

É verdade que parte fundamental do controle do seu estoque são os fornecedores entregarem suas demandas em dia, garantindo a qualidade do seu produto. 

Mas este trâmite é uma via de mão dupla. Você pode começar a pagar mais caro caso você se torne um cliente arriscado para aqueles que te abastecem. 

Como você, seus fornecedores também são uma empresa, então situações como repetidas devoluções porque o pedido foi feito errado ou atrasos de pagamentos podem te custar caro e, consequentemente, aumentar seus gastos.

Tenha isso em mente no momento de realizar as suas parcerias comerciais e assim garantir estabilidade na sua gestão de estoque.

7. Escolha bem os métodos de pagamento

Quando falamos em gestão financeira para e-commerce, não podemos deixar de mencionar os métodos de pagamento utilizados pela loja virtual. Afinal, a entrada dos pagamentos não é necessariamente instantânea e as plataformas de recebimento podem ser várias.

Para que se possa oferecer diferentes opções para os seus clientes (débito, crédito, boleto bancário, PIX), é necessário se atentar ao gateway de pagamento ideal para a sua loja.

A plataforma escolhida deve ser a mais vantajosa em termos de taxas e gestão dos pagamentos, além de favorecer a experiência de compra dos clientes. Além disso, uma vez que as transações se darão em ambiente virtual, é muito importante prover um suporte seguro para que seus clientes confiem na sua empresa.

Na dúvida de qual meio de pagamento digital escolher? Então, baixe nosso infográfico gratuito com todas as informações que você precisa:

Infografico para escolher o melhor meio de pagamento

Formas de pagamento

Ter um leque de opções de pagamento pode ser tanto positivo, uma vez que o consumidor terá várias escolhas, quanto negativo porque podem ser muitos sistemas a acompanhar.

Portanto, pense que o pagamento é a última etapa da jornada de compra do consumidor e tendo estudado seu público alvo você pode oferecer o melhor de acordo com a estratégia da sua loja online.

E sempre que precisar, você pode automatizar o processo de conferência dos seus recebimentos conectando os gateways de pagamento a outras ferramentas de gestão.

No Brasil, existem pelo menos 5 formas de pagamentos que você pode optar:

Boleto bancário

O bom e velho boleto bancário é um título de cobrança que contém informações sobre os dados do vendedor, do comprador e da venda em si, como a descrição do produto e a data de vencimento do documento.

É uma das formas mais simples de cobrança de pagamentos, pois basta o vendedor ter uma conta corrente empresarial em um banco para poder realizar a emissão do boleto. 

Essa opção se faz bastante presente nos e-commerces porque é um meio de pagamento seguro que, diferente de cartões de crédito, dispensam que os consumidores cedam muitos dados ao vendedor.

Além disso, os clientes podem pagar a fatura sem a necessidade de possuir uma conta bancária, sendo possível quitá-la na boca do caixa, em correios e lotéricas, com uma carteira digital, etc.

Por outro lado, a compensação do pagamento não é imediata, e depende da velocidade de processamento dos bancos. 

Outra coisa importante: a emissão de um boleto não garante compra concluída. Como a fatura não gera “compromisso” para o lado do comprador, ainda é possível que haja desistência do pagamento.

Transferência bancária

A transferência bancária é um comando digital feito ao banco para que haja o depósito de um pagamento na conta destinatária, num prazo determinado pelo vendedor.

Poucas informações precisam ser divulgadas como o CPF ou CNPJ, nome completo e dados da conta da loja virtual para que o cliente possa transferir corretamente.

Hoje existem 3 alternativas de transferência, o DOC, o TED e o recente PIX. Ainda que, diferente da cobrança por boleto, o depósito do pagamento seja mais rápido, algumas especificidades de cada banco podem retardar a transação.

É necessário um dia útil para que os pagamentos em DOC sejam transferidos, permitindo um limite de R$ 4.999,99 por transferência. 

Já o TED pode levar até 30 minutos para ser concluído, se feito em horários comerciais e dias úteis, e seu limite é de R$ 50.000,00 por dia.

No entanto, ambas as opções acima podem cobrar uma taxa de transação a depender do banco. Então, caso o banco do vendedor não seja o mesmo que o do cliente, a venda pode ser perdida. 

Por fim, o PIX. Ele veio para revolucionar os meios de pagamento e é o método mais rápido e imediato, sendo necessário apenas disponibilizar ao consumidor uma chave [ou QR Code] referente a conta bancária do vendedor.

As transferências bancárias são uma ótima opção para e-commerces que almejam um pagamento mais rápido, mas assim como no caso dos boletos bancários, é preciso levar em consideração os fatores que podem gerar interferência no ato do fechamento da compra.

Cartão de Crédito

O cliente que opta pelo pagamento em cartão de crédito é aquele que já está pronto para fazer a compra. Mesmo que o consumidor possa ficar receoso em disponibilizar todos seus dados necessários para a finalização da compra , é um risco daqueles que “tenho ciência e quero continuar”.

Como contrapartida, você pode trazer mais segurança ao consumidor mostrando que a transação é segura –  adquirindo, por exemplo,  certificações ao seu site como a PCI (PCI DSS (Payment Card Industry – Data Security Standard).

Você pode complementar também a sensação de segurança dos seus consumidores deixando clara a sua política de trocas ou devolução dos produtos que já foram encomendados. Além de tornar o serviço ao cliente mais prestativo, essas especificações podem também resguardar os direitos do empreendedor.

Gateway de pagamento

É de responsabilidade do comerciante contatar os bancos e operadores, definir quantas parcelas de pagamento serão permitidas, aprovar pagamentos e contratar meios de garantia à segurança das transações.

É aí que entram os gateways, para facilitar tal processo. Cabe à plataforma intermediar o e-commerce com as instituições citadas acima e estabelecer as taxas de retenção sobre os pagamentos. 

Os gateways de pagamentos são, portanto, plataformas que integram os e-commerces com os meios transacionais. Com esse recurso, o vendedor tem acesso e controle das suas finanças em só um lugar.

Aderindo a um gateway, você pode oferecer ao cliente a possibilidade de realizar pagamentos tanto em boleto, transferências bancárias ou cartão de crédito – e posteriormente os montantes são repassados do gateway para o lojista.

PagSeguro, Mercado Pago, Picpay e Paypal são opções hoje no mercado que são contratadas mediante a taxas de adesão. O bacana também é que essas plataformas podem ser integradas com outras ferramentas de gestão empresarial, como ERP’s.

Leia aqui como integrar sua loja virtual. Selecionamos 7 formas de fazer isso rapidamente. Mas existem muitas outras!

Intermediário

Os intermediários de pagamentos são plataformas que reúnem um sistema de transações, controle do fluxo de caixa até suporte ao cliente.

São estruturas praticamente completas para e-commerces no quesito gestão de pagamentos porque oferecem segurança nas transações, todas as opções de depósitos, as telas de redirecionamento para confirmação de pagamentos etc.

No entanto, umas das principais queixas das lojas virtuais que utilizam desse serviço é a demora para a confirmação da compra e, consequentemente, o repasse dos valores.

Por isso, ao escolher esse serviço, tente levar em consideração o tempo de aprovação da compra, as taxas de retenção por venda e se a jornada do cliente vai ser contínua e amigável até o ato da compra.

8. Invista em um software de gestão financeira em e-commerce

Encerrando as nossas dicas de gestão financeira para e-commerce, procure investir em um software especializado em finanças. Esse tipo de sistema vai automatizar uma série de tarefas, gerar relatórios completos e otimizar a análise de indicadores importantes.

Existem diversos softwares financeiros excelentes para você usar em seu negócio. Aqui você pode ler mais sobre 6 opções para a gestão financeira da sua loja.

Adotando essa ferramenta, você terá mais controle das suas finanças, em um lugar único e seguro. 

Além disso, é essencial que você separe suas finanças pessoais e da sua loja virtual para não interferir e desestruturar a gestão financeira da sua loja virtual.

Um software de gestão financeira te permite acompanhar a evolução do fluxo do seu caixa, possibilitando que você tome decisões mais certeiras para investir seus recursos em ações que só farão seu e-commerce crescer e crescer mais!

Você está com sorte! A Pluga faz integrações com diversos softwares financeiros como, Conta Azul, o Granatum, o Bkper, o Bling, o Omie e o Tiny Erp. Essas interações permitem que você automatize inúmeras tarefas em seu negócio. Veja alguns exemplos do que você pode fazer com o Conta Azul:

Dicas de e-commerce nunca são demais! Ouça algumas de um dos maiores especialistas no assunto, Raphael Lassance, neste Podcast da Pluga clicando aqui.

Agora é com você: mãos à obra! Implemente essas boas práticas e faça a sua loja virtual decolar.

Depois diz pra gente o que você achou das nossas dicas de gestão financeira para e-commerce.

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