Gestão Empresarial

5 ferramentas do planejamento estratégico: abandone o “achismo” em seus negócios

28/02/2018
ferramentas do planejamento estratégico

Muitas vezes, empresários deixam de lado um ponto primordial para que toda estratégia em seus negócios conheça bons resultados: o planejamento.

Esse deve ser o primeiro passo a merecer sua atenção, já que será o responsável por definir as metas de sua empresa. Afinal, para alcançar um objetivo, é preciso estabelecê-lo com precisão.

Para isso, há algumas ferramentas do planejamento estratégico que vão te auxiliar a traçar de maneira mais adequada e certeira os objetivos de seus negócios – e fazer com que seja mais fácil atingi-los.

5 ferramentas do planejamento estratégico

Para construir um bom planejamento estratégico para sua empresa, algumas ferramentas poderão fazer muita diferença.

Quais destas você já usou em seu negócio?

1- Análise de ambientes externo e interno (Análise SWOT)

Essa é considerada uma das ferramentas do planejamento estratégico mais importantes. A análise SWOT irá analisar o ambiente interno (possíveis de se controlar) e o externo à empresa (não estão sob seu controle).

Para isso, vale a pena utilizar a Análise SWOT, que leva em consideração 4 fatores (que, em inglês, formam a sigla SWOT):

  • Forças (strengths): quais são as vantagens internas da empresa em relação às concorrentes? Quais suas forças? Exemplo: mão de obra especializada, uma tecnologia diferenciada.
  • Fraquezas (weaknesses): quais são as desvantagens internas da empresa em relação à concorrência? Quais suas fraquezas? Exemplo: um maquinário desgastado, uma equipe muito reduzida ou desmotivada.
  • Oportunidades (opportunities): quais as oportunidades externas que poderiam ser aproveitadas por seus negócios? Exemplo: queda de impostos, subsídios do governo.
  • Ameaças (threats): quais são as ameaças externas que podem afetar negativamente sua empresa? Exemplo: crise econômica, instabilidade política.

Ao conhecer suas forças e fraquezas, será possível determinar o que deverá ser mudado dentro da empresa e o que poderá permanecer igual ou até ser reforçado.

Já definir as situações externas fará com que se possa estabelecer estratégias para minimizar ameaças e aproveitar as oportunidades da melhor maneira, favorecendo sua gestão empresarial.

 2- As 5 forças competitivas de Porter

Após ter uma ideia do ambiente externo à empresa através da matriz SWOT, chegou o momento de aprofundar essa análise. Para isso, você pode utilizar outra das principais ferramentas do planejamento estratégico, a análise das 5 Forças de Porter, que são:

  1. Rivalidade entre concorrentes: entenda sobre a concorrência em seu mercado de atuação. Quanto maior o nível de rivalidade, mais difícil é entrar nessa “disputa”.
  2. Poder de barganha dos clientes: o grau de poder de barganha dos clientes sobre as empresas de um mesmo setor. Em mercados onde os clientes possuem muitas opções de compra, há a tendência de que eles consigam pressionar mais as empresas a baixar preços ou a implantar melhorias nos produtos ou serviços oferecidos.
  3. Poder de barganha dos fornecedores: os fornecedores são considerados como tendo alto poder de barganha quando seus setores são dominados por poucas empresas e quando seus produtos são diferenciados. Assim, eles têm muita influência em ditar preços e condições de negociações para as empresas compradoras.
  4. Ameaça de produtos substitutos: marca a existência de produtos que não são iguais aos da sua empresa, mas que podem ser considerados semelhantes e substituí-los – e, às vezes, até superá-los. O Uber é um exemplo de substituto do táxis.
  5. Ameaça de novos entrantes: quando o mercado no qual sua empresa atua não possui muitas barreiras para a entrada de novos concorrentes (patentes, custos altos de instalação, licenças governamentais etc.), isso pode ser um risco, já que o mercado pode se saturar muito rápido.

Após analisar seus negócios através de cada uma das 5 forças acima, será possível determinar quais oportunidades externas poderão ser realmente aproveitadas por sua empresa e quais fatores do mercado merecem atenção em suas estratégias e na.

3- Definir objetivos, metas e indicadores (SMART)

Agora, chegou o momento de definir onde deseja chegar, quais os objetivos quer alcançar com sua empresa. Para isso, o acrônimo SMART auxiliará nessa que é uma das mais importantes etapas do processo de planejamento estratégico e da gestão de projetos.

Assim, antes de estabelecer uma meta para seus negócios, você precisa analisá-la a partir de 5 pontos (cujas iniciais em inglês formam a palavra SMART). São eles:

  • Específico (specific): a meta precisa ser específica, ou seja, deve ser de fácil compreensão para qualquer pessoa e bastante clara.
  • Mensurável (measure): necessita ser mensurável. Você precisa conseguir avaliar se o objetivo foi ou não alcançado, de preferência com um número.
  • Alcançável (achievable): precisa ser considerada ousada, mas dentro de uma realidade possível. Por exemplo: antes de estabelecer que deseja dobrar seu faturamento mensal, precisa reconhecer se há reais possibilidades de alcançar essa meta.
  • Relevante (relevant): é muito importante que qualquer objetivo seja considerado relevante, que realmente faça sentido para a empresa e se relacione com sua estratégia.
  • Tempo (time-based): é preciso ter um prazo bem estabelecido para se alcançar uma meta, caso contrário, ela pode não ser priorizada como deveria.

4- Matriz BCG

Agora pense: você sabe como planejar bem quais produtos ou serviços de sua empresa você deve priorizar? A matriz BCG será a ferramenta que irá te ajudar a definir seu portfólio de vendas e entender quais são as opções que mais geram receita com menor investimento.

Essa ferramenta é composta por dois eixos:

  • a taxa de crescimento do mercado
  • a participação do produto ou serviço no mercado

Cada um desses eixos é composto por dois setores, formando um quadrante onde você irá designar seus produtos em 4 grupos (sim, os nomes são bem curiosos, mas irão te ajudar!):

  • Vacas leiteiras: são aqueles produtos que geram muito lucro sem necessidade de grandes investimentos (seja de tempo, dinheiro, marketing, etc.). É considerado ideal para gerar caixa: um mercado de baixo crescimento, mas onde tem alta participação.
  • Estrelas: é o grupo composto por produtos que geram bastante lucro, mas que demandam níveis consideráveis de investimento. O mercado está em alto crescimento e a participação também é alta.
  • Pontos de interrogação: são aqueles que não criam grande receita, mesmo recebendo bastante investimento. Seriam aqueles produtos novos, recém-lançados em um mercado de alto crescimento.
  • Abacaxis: aqueles que apresentam baixa performance e precisam ser alvo de estudos de viabilidade. Caso os custos de recuperação do produto sejam altos, é mais adequado descartá-lo de seu portfólio. Tem baixa participação em um mercado de baixo crescimento.

Assim, com essa ferramenta, será possível observar o desempenho dos produtos no mercado e decidir a melhor maneira para equilibrar o mix de produtos da empresa.

Você saberá definir com maior precisão quais produtos deverá realmente colocar à venda e potencializar a gestão estratégica da empresa.

5- Matriz de Ansoff

Podemos dizer que toda empresa tem o objetivo de crescer. Mas, para definir as estratégias dessa expansão, também é fundamental saber como planejá-las.

E, para isso, a Matriz de Ansoff é a ferramenta que ajudará nessa tarefa. Ela, basicamente, irá avaliar seu portfólio de produtos em novos X já existentes e relacioná-lo aos mercados, também divididos entre novos X existentes.

Para te ajudar a chegar à conclusão do que vender e para quem vender, essa ferramenta irá usar 4 estratégias básicas de crescimento empresarial:

  • Penetração de mercado: vender mais produtos atuais em um mercado em que já atua.
  • Desenvolvimento de produto: vender novos produtos em mercados que já atua.
  • Desenvolvimento ou ampliação de mercado: vender produtos atuais em mercados novos.
  • Diversificação: oferecer produtos novos a novos mercados.

Para te auxiliar a encaixar sua estratégia em um desses quadrantes, você deve utilizar os resultados obtidos nas ferramentas do planejamento estratégico anteriores, como as 5 forças de Porter e a análise SWOT.

Agora que já você conhece as 5 das principais ferramentas do planejamento estratégico, é hora de colocar em prática os passos acima e organizar sua empresa.

Você perceberá que não somente as atividades de gestão, como o alcance de melhores resultados serão facilitados em sua empresa. É hora de planejar!

Este post foi escrito pela equipe da Siteware, uma empresa que une pessoas, operação e estratégia em um software, para que as empresas melhorem seus resultados, sua comunicação e sua governança.

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  • Rita

    Oi! Gostei muito a sua ideia de elaborar uma lista das ferramentas que ajudam fazer o planejamento estrategico. Definitivamente tecnologia pode nos inspirar e ajudar a manter uma boa organização. Gostaria de sugerir mais uma app – Kanban (https://kanbantool.com/pt/) – uma coisinha muito simples que facilita o trabalho o pode economizar o tempo. Acho que vale a pena testa-lo também. Claro que planejamento estratégico é muito exigente, mas acredito muito que Kanban pode apoiar cada tarefa

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