O que é síndrome de burnout, como tratar + estratégias para evitá-la O que é Síndrome de burnout: como identificar e tratá-la.
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Você tem se sentido desconfortável no trabalho? Não sente mais vontade de socializar com as pessoas? Seu trabalho que antes te trazia satisfação já não faz mais sentido?

Tenho uma notícia um pouco chata para te dar: você pode está sofrendo da síndrome de burnout. 🤯

Calma, longe de mim querer te assustar. Mas não, não é normal você estar se sentindo desconfortável com relação ao seu trabalho, na verdade pode ser bem sério.

A boa notícia é que a síndrome de burnout pode ser tratada, e o ideal é que seja logo no início para não evoluir para algo mais importante. 

Mas, afinal, o que essa síndrome pode provocar no desempenho profissional?

Confira nesse artigo o que é a síndrome de burnout e como ela pode estar afetando você ou alguma pessoa da sua equipe.

O que é a síndrome de burnout?

Não é novidade que a vida está mais corrida a cada dia que passa. São muitos compromissos pessoais e profissionais para administrar. 

Mas aqui vai um conselho: nunca descuide da sua saúde. Ao primeiro sinal de que algo está errado é sempre bom procurar um médico.

Agora voltando ao assunto deste artigo: burnout, em tradução livre do inglês, significa esgotamento. Essa tradução literal já diz muita coisa, não é mesmo?

A síndrome de burnout é um estresse crônico originado do ambiente de trabalho. Vale trazermos logo à tona essa definição, pois algumas pessoas podem confundir essa síndrome com o estresse propriamente dito (decorrente de outros fatores) e depressão.

Vamos diferenciar os 3?

De acordo com a FIOCRUZ:

A depressão é um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza persistente e uma perda de interesse por atividades que as pessoas normalmente gostam, acompanhadas por uma incapacidade de realizar atividades diárias por 14 dias ou mais.” 

Já a Secretaria de Saúde define o estresse como

… a resposta do organismo a determinados estímulos que representam circunstâncias súbitas ou ameaçadoras. […] que ativam a produção de hormônios, entre eles a adrenalina. […]

Após conhecermos essas definições de autoridades sobre o assunto, vamos combinar uma coisa: a saúde mental não deve ser ignorada.

O excesso de trabalho pode levar mesmo ao adoecimento. Uma certa inquietação diante daquele projeto super importante é até “comum”, mas quando ela passa dos limites deve ser investigada e tratada com um psicólogo ou um psiquiatra, se for o caso.

A síndrome de esgotamento profissional afeta pessoas de todas as profissões, ou seja, ninguém está livre de sofrer desse mal alguma vez na vida durante sua trajetória. 

Como identificar e tratar a síndrome de burnout 

Às vezes, quando estamos passando por um problema ou situação difícil, nossa primeira reação é repetir para nós mesmos que vai passar. Porém, pode ser que não passe e é exatamente nesse momento que devemos buscar ajuda.

Para identificar se você pode estar sofrendo da síndrome de burnout, confira abaixo possíveis sintomas desse mal. E só para reforçar: não deixe de procurar um profissional para fechar o diagnóstico.

Em você

Se você está sofrendo da síndrome de esgotamento profissional, você pode estar apresentando os sintomas abaixo:

  • Baixo desempenho; 
  • Produtividade reduzida;
  • Dificuldade de concentração;
  • Confusão mental;
  • Sensação de “poderia ter feito mais”;
  • Falta de criatividade;
  • Descontrole emocional diante de um problema aparentemente pequeno;
  • Frustração;
  • Perda de propósito;
  • Apatia no trabalho; e
  • Falta de conexão com as outras pessoas da equipe.

Como a mente influencia o corpo, os sintomas físicos de burnout se manifestam em:

  • Dores de cabeça podendo evoluir para enxaqueca;
  • Fadiga sem motivo; 
  • Dificuldade para pegar no sono; 
  • Insônia;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Hipertensão e
  • Baixa imunidade.

Na sua equipe

Os sintomas mencionados no tópico anterior são apenas uma referência para você identificar a síndrome de burnout em si mesmo. Mas como identificar se alguma pessoa da sua equipe está passando por isso? Quais são os sinais de alerta?

Não tem como você saber se a pessoa está com os sintomas citados acima, pelo menos não em um primeiro momento.

Mas você pode, por exemplo, direcionar seu cuidado àquela pessoa da equipe que está se ausentando frequentemente para ir ao médico. Será que não vale a pena conversar com ela para checar o que está acontecendo ou até mesmo oferecer ajuda?

Nesse ponto, a atenção com o que está ocorrendo ao seu redor é fundamental. Procure conversar com as pessoas da sua equipe, mesmo que informalmente, para saber como elas se sentem em relação ao trabalho e fique atento às seguintes falas:

“Eu não tenho me sentido muito bem ultimamente”

“Eu só preciso terminar esse projeto e tudo vai voltar como era antes.”

“Estou apenas cansado – esse projeto tem exigido muito de mim.”

“Depois das férias tenho certeza de que as coisas vão se resolver.”

“Só de pensar em não bater essa meta já fico nervosa”

As frases acima podem ser ótimos indicadores de que algo fora da curva pode estar acontecendo. De toda forma, é sempre bom averiguar como está o fluxo de trabalho na sua empresa e fazer ajustes para o bem de todos.

Motivar e engajar a equipe é o básico a se fazer, assim como identificar dificuldades do dia a dia e estabelecer uma comunicação eficiente e assertiva junto às pessoas da equipe.

Como tratar a síndrome de burnout?

No tópico anterior você constatou que essa síndrome se manifesta tanto no psicológico como no corpo físico, dependendo do estado em que a pessoa se encontra. 

Toda doença psicológica deve ser tratada com um psicólogo ou terapeuta, e os sintomas físicos pelos devidos especialistas.

Claro que o ideal é que não chegue a tanto, mas como estamos lidando com o mundo real, não deixe de buscar atendimento ou utilizar a medicação prescrita pelo médico. Combinado? 

6 estratégias para evitar a síndrome de burnout

1. Organize e priorize suas tarefas

Organizar e priorizar tarefas nem sempre é uma missão fácil. Mas se você não tem uma lista de priorização bem estruturada fica bem mais difícil conseguir dizer “não” para aquela demanda supostamente “urgente” – que foi enviada no dia em questão.

Saber exatamente o que fazer – e quando fazer – diminui significativamente a sensação de desconforto que pode se manifestar no início ou no final do dia. Aquela sensação de: não fiz o que tinha que ser feito.

Por sinal, nunca duvide que seu trabalho é importante para a empresa [adeus síndrome do impostor].

Quer saber como organizar e priorizar tarefas na prática? Confira esse artigo super completo sobre o assunto Como priorizar tarefas e ter uma rotina mais organizada

2. Descanse

Em nossa cultura ainda medimos a produtividade das pessoas através de quantas horas elas passam em frente ao computador respondendo a e-mails, por exemplo.

Isso é preocupante, pois a cobrança excessiva para que a pessoa seja ativamente produtiva é um dos gatilhos que podem desencadear na síndrome de burnout.

Descansar é uma necessidade fisiológica. Além disso, está cientificamente comprovado que o descanso aumenta nossa capacidade de foco.

Por isso, que tal realizar pausas no dia para evitar a exaustão? Confira algumas dicas:

  • Saia para o almoço (ou se almoçar no escritório, dê uma volta no quarteirão após comer); 
  • Separe alguns horários no calendário para que ninguém te interrompa;
  • Medite.
  • Não deixe de tirar férias.

3. Se desligue do trabalho quando não estiver nele

Apesar de parecer óbvio, em geral as pessoas têm muita dificuldade de deixar o trabalho para o horário de trabalho e isso ocorre por diversos fatores.

Para que você se desligue do trabalho:

  • Imponha limites na comunicação (por exemplo: só fale sobre demandas de trabalho pelo seu e-mail corporativo);
  • Não fique o tempo todo tentando provar o seu valor;
  • Ofereça o seu melhor com consciência (Feito é melhor que perfeito!).

Já mencionamos anteriormente, mas é sempre bom repetir: no que diz respeito à saúde, o excesso de cobrança por resultados, seja pessoal ou vinda de outras pessoas, pode te levar direto para o burnout.

Procure relaxar.

O cérebro é um músculo e não foi projetado para funcionar a toda velocidade o tempo todo. Assim como o resto do seu corpo, ele precisa de tempo para se recuperar e se fortalecer.

4. Peça ajuda

Se você desconfia que está sofrendo da síndrome de burnout, procure ajuda profissional agora mesmo. Não deixe evoluir para algo mais grave.

Agora, se você só está sentindo uma sobrecarrega de tarefas, converse com a gestão da sua empresa e exponha seus medos e anseios.

Caso identifique que alguém da equipe precisa de ajuda, ofereça.A construção de um ambiente de trabalho saudável também depende de você.

5. Avalie a satisfação da sua equipe

Se você gerencia um time de pessoas, faz parte das suas responsabilidades evitar que as pessoas tenham síndrome de burnout. Realizando periodicamente feedbacks com sua equipe, você pode identificar sintomas bem no comecinho. 

As reuniões de one on one são um excelente espaço para verificar possíveis sinais de esgotamento nas pessoas, inclusive nas recém-chegadas ao time.

Sim, é bem possível que uma pessoa possa já ter vindo de outra empresa trazendo na bagagem desconforto generalizado.

6. Automatize tarefas repetitivas

Poder contar com a tecnologia para melhorar as condições de trabalho é um excelente caminho para tornar seu time mais produtivo sem aumentar a carga de trabalho. Algumas tarefas são repetitivas, desgastantes e ao mesmo tempo não precisam de uma pessoa por trás – poderiam ser facilmente executadas por robôs. 

Nesse contexto é melhor automatizar tudo aquilo que for possível.

Esse tipo de função causa desconforto e insatisfação na equipe, que fica mais propensa ao esgotamento. Automatizar tarefas permite que as pessoas tenham mais tempo para aperfeiçoar outros aspectos do trabalho, como a estratégia de crescimento da empresa, por exemplo.

Outro benefício de automatizar tarefas é agilizar processos administrativos. Vamos supor que você precise atualizar seu estoque toda vez que realiza uma venda.

Integrando as ferramentas que você utiliza na sua empresa elas se comunicarão entre si e seu estoque se manterá atualizado sem a necessidade de interferência humana – e nenhum membro da equipe precisará investir horas do seu dia copiando e colando dados.

Ou seja: ao automatizar processos, aquelas tarefas chatas e repetitivas sem função prática ou estratégica serão executadas sem que você precise alocar uma pessoa do time. De bônus, muito retrabalho pode ser evitado.

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