Metodologia ágil: o que é + 7 exemplos + projetos
metodologia ágil o que é
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Quando se pensa em aumento de produtividade das empresas, as metodologias ágeis aparecem entre os principais termos do mercado de gestão e inovação. Mas, afinal, o que é metodologia ágil? Quais os exemplos mais aplicados? Quais as vantagens desse modelo?

Criamos este artigo para responder a essas e a outras perguntas. Nosso objetivo é ajudar você a conhecer mais sobre esse  método de gestão, que não só é eficiente, como também pode trazer muitos outros benefícios para a sua empresa. Entre eles, o aumento de produtividade. Confira!

Metodologia ágil: o que é?

Metodologias ágeis são um conjunto de técnicas utilizadas para aprimorar a gestão de projetos, tornando-a mais rápida e eficaz a partir do desenvolvimento eficiente de processos. 

Para entender o que é metodologia ágil é necessário pensar em 3 palavras: simplificação, dinamismo e interação. 

Todas as técnicas aplicadas e práticas propostas por essa metodologia têm o intuito de tornar os processos da empresa mais eficazes, para deixar a entrega de projetos mais rápida. Para isso, as características mais marcantes da metodologia ágil são: 

  • Busca pela evolução contínua;
  • Aprimoramento por meio de cooperação entre cliente e equipe;
  • Agilidade na entrega e qualidade no produto final;
  • Projetos mais flexíveis e dinâmicos;
  • Melhoria da capacidade de adaptação às novidades;
  • Evolução dos produtos de acordo com as necessidades dos clientes.

Mais à frente iremos explorar alguns exemplos de metodologia ágil e ficará claro como essas características se aplicam na prática. 

Para você entender, de forma resumida, o que é metodologia ágil, é essencial compreender a ideia central desse conceito, que é :otimizar o gerenciamento de projetos e economizar tempo, recursos e esforços como consequência.

O que é o manifesto ágil e quais os seus princípios?

A metodologia ágil surgiu como resposta às necessidades de aprimorar as entregas de desenvolvedores de softwares.

Na década de 1990, quando a internet dava seu primeiro boom, todos os projetos de criação de software se baseavam na metodologia tradicional. Ou seja, em processos engessados e que aconteciam de maneira linear.

Porém, os avanços tecnológicos e o alcance da internet foram crescendo exponencialmente e, desse modo, o ambiente se tornou excessivamente complexo. 

Para solucionar essa questão, 17 desenvolvedores renomados se reuniram nos Estados Unidos e debateram melhorias para a gestão dos processos que compunham os projetos da área.

Nesse encontro, eles assinaram o documento chamado “Manifesto para o desenvolvimento ágil de Software”, que ficou mais conhecido como “Manifesto Ágil”. 

O manifesto compreende quatro fundamentos chaves que são:

  • Indivíduos e interações acima de processos e ferramentas;
  • Software funcionando acima de documentação abrangente;
  • Colaboração com o consumidor/cliente acima de negociação de contratos,
  • Resposta às transformações/mudanças, mais do que seguir um plano.

Além dessas premissas , também foram estabelecidos 12 princípios básicos da metodologia ágil.

Eles têm como finalidade a melhoria dos processos internos e fluxos de trabalho das equipes e, por consequência, o aprimoramento dos resultados das entregas aos clientes. Os 12 princípios do Manifesto Ágil são:

  1. Ter como prioridade a satisfação do cliente por meio de entregas de valor contínuas e rápidas;
  2. Ser receptivo a alterações nos requisitos em qualquer fase do processo. Aliás, ambientes mutáveis são empregados em toda etapa do projeto para entregar ao cliente vantagem competitiva;
  3. Realizar entregas frequentes (do produto ou serviço) no menor período de tempo possível;
  4. Manter a colaboração das partes envolvidas em todo o projeto, diariamente;
  5. Fornecer o ambiente, as ferramentas e o suporte necessários aos indivíduos do projeto, além de acreditar neles para realizar as atividades;
  6. Estimular a comunicação pessoal como meio mais eficiente de transmissão das informações necessárias ao time de colaboradores. Nesse ponto, atenção especial para reuniões presenciais, consideradas mais eficazes para o sucesso do projeto;
  7. Um produto final de um trabalho corresponde à medida final do êxito. No caso da tecnologia, a medida primária de progresso consiste no software em funcionamento;
  8. Os profissionais envolvidos no processo precisam manter um ritmo constante, de modo indefinido, pois fluxos ágeis estimulam um desenvolvimento sustentável. Da mesma maneira, o desenvolvimento sustentável é feito por intermédio de processos ágeis, por meio dos quais as partes interessadas conseguem manter um ritmo contínuo e cíclico;
  9. Manter atenção frequente à excelência de design e técnica eleva ou aprimora a agilidade;
  10. Eliminar ao máximo os esforços que não geram valor ao produto, pois a simplicidade é fundamental;
  11. Equipes auto-organizáveis propiciam os melhores designs e arquiteturas, além de atenderem aos requisitos do projeto,
  12. Por meio de intervalos regulares, o time de colaboradores do projeto reflete sobre como melhorar a sua eficiência e eficácia para otimizar o seu comportamento.

7 exemplos de metodologias ágeis

Entendido o conceito por trás da metodologia ágil, seguimos para compreender como aplicá-la no dia a dia das empresas. 

Existem basicamente sete tipos mais comuns de metodologias ágeis. Cada uma delas se utiliza de práticas e técnicas que buscam fortalecer as abordagens, otimizar processos ineficazes e tornar os procedimentos mais eficientes.

Cada um desses exemplos de metodologia ágil tem suas próprias características, funções e aplicabilidades, sendo que um tipo pode ser mais apropriado para um segmento de negócio do que outro. 

Por isso, conheça um pouco de cada uma para entender melhor.

Os principais exemplos de metodologia ágil são:

  1. Kanban;
  2. Scrum;
  3. Lean;
  4. DSMD (Dynamic Systems Development Method);
  5. FDD (Feature-driven Development);
  6. ASD (Adaptive Software Development);
  7. SAF (Scaled Agile Framework).

1. Kanban

Um dos exemplos de metodologia ágil mais antigos, o sistema Kanban, foi criado no Japão nos anos 1960 pela montadora Toyota. A ideia básica foi  inspirada nos métodos de organização de fluxo de trabalho nas fábricas japonesas.

O processo consistia  no uso de cartões para sinalizar o status de produção e controlar o estoque.  Hoje em dia, esse controle pode ser feito, por exemplo, por meio de planilhas automatizadas no Excel.

No entanto, na Toyota da década de 1960, era montado um quadro dividido por colunas de acordo com cada etapa do processo, com isso era possível ter uma visão mais geral do fluxo e encontrar os gargalos.

Hoje em dia o Trello, a Asana e até mesmo o Notion são exemplos de ferramentas que possuem a mesma lógica e são muito usados por equipes que desejam fazer uma gestão eficiente e simples das etapas de um projeto, usando a metodologia Kanban. 

Com esse tipo de ferramenta os membros da equipe conseguem encontrar suas tarefas e dar andamento na sequência correta e os gestores podem acompanhar o andamento de tudo.

2. Scrum 

Outra metodologia famosa para quem trabalha com o gerenciamento de projetos, o Scrum oferece técnicas versáteis e flexíveis com uma dinâmica própria para organizar equipes em torno de um grande objetivo.

No geral, o Scrum tem uma aplicabilidade maior em projetos de criação de software.

A metodologia é segmentada em ciclos. Assim, é escolhido um Product Owner (dono do produto) para liderar o time que será organizado e direcionado para cumprir funções que façam o projeto acontecer.

Durante o planejamento todos são colocados em suas respectivas funções, são definidos prazos e etapas e várias reuniões (de até 15 minutos) sãoagendadas. Geralmente esses encontros acontecem todos os dias para que o acompanhamento do Scrum funcione.

A ideia por trás do Scrum é entregar um projeto de extrema qualidade, em todas as etapas, ajustando e renegociando pontos sempre que necessário.

3. Lean

O Lean surgiu no Japão pós-guerra, muito antes mesmo do manifesto ágil, em algumas fábricas e indústrias automobilísticas que buscavam aumentar sua produtividade.

A ideia era estabelecer processos mais enxutos, eliminando desperdícios e focando no valor que o cliente enxergava. Dessa maneira, os processos se tornam mais simples e a equipe pode se concentrar no que é essencial e de valor para o cliente. 

Por conta desta abordagem, o Lean se enquadra como metodologia ágil mesmo tendo surgido antes do nascimento deste termo.

Para os novos modelos de empresas, as técnicas foram aprimoradas, mas o ponto central é  gerenciar sua empresa de maneira mais ágil e barata colocando os recursos certos no momento mais adequado para otimizar os resultados.

Conheça mais sobre essa metodologia no vídeo abaixo.

4. DSDM

Anteriormente conhecida como RAD (Rapid Application Development), a DSDM ou Dynamic Systems Development Method é uma metodologia ágil que busca aprimorar processos em todas as etapas do projeto:

  • Planejamento;
  • Gerenciamento;
  • Execução;
  • Dimensionamento.

Dinamismo é a palavra central no DSDM, que se concentra nas etapas fundamentais de um projeto, para que os esforços sejam direcionados para o lugar certo desde a concepção do até o período de pós-produção – quando são feitos os ajustes necessários.

Ele se baseia em 6 princípios fundamentais:

  • Gerar valor;
  • Envolver ativamente o usuário;
  • Capacitar equipes;
  • Entregas frequentes;
  • Realização de testes integrados;
  • Colaboração com o cliente.

5. FDD

O Feature-Driven Development, ou simplesmente FDD, é um processo criado nos anos 1990, estruturado em etapas que buscam o desenvolvimento de um projeto em cima das suas funcionalidades. 

A metodologia FDD possui 5 pontos fundamentais:

  1. Desenvolver um modelo o mais abrangente possível;
  2. Listar todas as funcionalidades que se pretende aplicar ao projeto;
  3. Criar uma planejamento em cima de cada funcionalidade proposta;
  4. Detalhamento completo de cada funcionalidade;
  5. Cada etapa do projeto é a criação de uma funcionalidade.

Essa metodologia foi elaborada por dois estrategistas em TI:Peter Coad e Edward Yourdon. Logo, o modelo tem uma aplicabilidade maior neste ramo, assim como o Scrum. Na verdade, ambos podem ser usados em conjunto para direcionar um projeto.

6. ASD

Se você precisa de uma metodologia para resolver o desenvolvimento de soluções mais complexas, o ASD, ou Adaptive Software Development, tem justamente essa caraterística.

O modelo foca na colaboração e auto-organização para ordenar as entregas de cada etapa do projeto.

Traduzido como Desenvolvimento de Software Adaptativo, ele é focado em tornar os projetos mais interativos de forma a envolver o cliente na produção.

Para que o ASD funcione é preciso seguir seus 6 princípios básicos:

  • Missões orientadas;
  • Componentes embasados;
  • Interatividade;
  • Prazos pré-fixados;
  • Maior tolerância a mudanças;
  • Riscos controlados.

7. SAF

Por fim, o Scaled Agile Framework tem sua origem em outra metodologia ágil: o Lean. 

O SAF tem como grande diferencial utilizar o diagrama chamado “The Big Picture”, que mostra um panorama de todos os processos, fluxos e atividades da empresa.

Nesta metodologia, os projetos são divididos em três categorias principais:

  • Portfólio (para nível gerencial);
  • Program (para  nível estratégico);
  • Team (para nível operacional).

Por meio desta separação, os negócios de grande porte conseguem aplicar outras metodologias adaptadas para cada nível organizacional.

Quais as diferenças entre as metodologias ágeis e as tradicionais?

As chamadas metodologias tradicionais de gerenciamento diferem em alguns aspectos fundamentais em relação às metodologias ágeis. 

A principal diferença entre ambas está justamente na velocidade de execução e adaptação dos processos para a realização de cada projeto.

As metodologias tradicionais se concentram na entrega total e final de um projeto. Para que isso seja feito, é preciso montar um plano de ação do início ao fim, antes mesmo do projeto começar. 

Já as metodologias ágeis focam em pequenas entregas ao longo do período de trabalho, ao invés de se concentrar apenas na entrega final que só acontece depois que tudo está pronto.

Ao invés de planejar todas as etapas do projeto e apresentar apenas o resultado final, a ideia do modelo ágil é “quebrar” o projeto em partes, desenvolver cada uma delas e entregá-las uma de cada vez, conforme vão sendo concluídas.

Com isso, fica mais fácil , por exemplo, adaptar a funcionalidade de um projeto, de acordo com o feedback do cliente.

Ao invés de você realizar alterações no projeto finalizado e completo, as adaptações vão sendo realizadas a cada entrega, tornando o processo mais flexível e evitando retrabalhos desnecessários. 

Quais os benefícios de metodologias ágeis em uma empresa?

Agora que você já entendeu o que é metodologia ágil, quais os tipos mais comuns e como cada um deles funciona, vamos aos principais benefícios que o uso dessas metodologias tem dentro das empresas. 

Aumento de produtividade

Um dos benefícios mais evidentes está na maior produtividade da sua equipe.

Isso acontece, primeiro, porque os processos ficam mais rápidos e eficazes – uma vez que as entregas menores e constantes estimulam o senso de urgência nos colaboradores. Essa dinâmica, por sua vez, otimiza a entrega de cada etapa. 

É muito comum que, em projetos longos, as tarefas sejam postergadas, porque há a ilusão de muito tempo para desenvolvê-las. 

Com entregas contínuas, esse tipo de problema tende a ser reduzido.  

Comunicação aprimorada

Todas as metodologias ágeis tem como princípio a integração dos fluxos de trabalho entre as equipes, logo cada fase do projeto fica mais transparente e os ruídos de comunicação são reduzidos.

Com todas as pontas envolvidas integradas, a tendência é que as dúvidas sejam sanadas de forma antecipada, minimizando erros e diminuindo os retrabalhos.

Maior dinamismo e flexibilidade para responder a imprevistos

As metodologias ágeis irão estruturar uma base flexível que permite que prioridades sejam revistas e mudanças sejam feitas sem que isso seja muito penoso e custoso para a equipe, para a empresa e para o cliente. 

Isso acontece porque dentro da metodologia ágil todas as fases são conduzidas de uma forma que esteja aberta a alterações.

Desta forma, como tudo é feito por etapas, as mudanças e imprevistos são colocadas na próxima revisão e o projeto segue, respeitando obviamente os prazos pré-fixados.

E então?, Entendeu o que é metodologia ágil e para que serve? Aplicar esse método traz bons resultados, sobretudo se aliado a ferramentas de gestão. 

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